Artigo Camelos ou Unicórnios, na Folha de S. Paulo

Startups chamadas de unicórnio são aquelas com aportes superiores a U$ 1 bilhão, com rápido crescimento. Por outro lado, são poucas, suscetíveis a choques econômicos severos e imprevisíveis. Os unicórnios fazem parte dos contos de fada. E os camelos?

Camelos atravessam o deserto, existem em grande quantidade, sobrevivem à longos períodos sem se alimentar, suportam altas temperaturas e se adaptam a diferentes climas e regiões. Diversos empreendedores têm fugido das grandes rodadas de investimentos e do crescimento mágico. Têm buscado ser camelos, como as empresas certificadas pelo Sistema B, que aliam causa e propósito ao lucro, como forma de resolver problemas da sociedade de forma perene. Alinhar propósito não é coisa de millenials. Desde o século passado, autores dos consagrados livros “Como Fazer Amigos & Influenciar Pessoas” e a “Lei do Triunfo”, já tratavam disso. Na Fleximedical somos camelos. Com muita cautela desenvolvemos um modelo de negócio social para democratizar o acesso à saúde, por meio da criação de unidades móveis.

São carretas, contêineres, ônibus e vans customizadas por arquitetos especializados que criam verdadeiros transformers da saúde. Como no filme, mas ao invés de carros e caminhões robôs que enfrentam ameaças na ficção científica, os veículos se transformam em clínicas sobre rodas para atendimento, com exames, consultas e cirurgias. Durante a crise do coronavírus essas unidades têm sido criadas e implantadas rapidamente para aumentar a quantidade de leitos, triar e testar pacientes com o coronavírus, além de servirem como salas de exames de tomografia nos hospitais de campanha para o diagnóstico de Covid-19.

Mais de 40 mil pacientes usaram essas estruturas. Mesmo antes da pandemia, mais de 2 milhões de pessoas foram atendidas nessas unidades. No SUS e na saúde privada. O paciente não vai até a clínica. A clínica vai até o paciente, seja em áreas urbanas, rurais ou ribeirinhas.

Ecossistema de Negócios Sociais

Mas não é só a saúde que se beneficia desse modelo de negócio. Casas são reformadas em comunidades com a Vivenda que, assim como nós, da Fleximedical, também faz parte da Rede de Empreendedores Sociais, da Folha de São Paulo. A indústria cosmética não fica de fora, empresas como a Natura são certificadas também como empresa B. Passam por uma avaliação de governança, sustentabilidade e impacto socioambiental. São alinhadas com o atual conceito de ESG, mesmo antes de ele ter ficado tão popular. Não somos as melhores empresas do mundo, mas as melhores empresas para o mundo! Assumimos esse compromisso público.

Mudar o dia das pessoas para melhor pode estar no campo jurídico, da moda, do luxo e até em agências de comunicação, como a de Leopoldo Jereissati. Ele diz que “talvez precisemos passar por certas situações para perceber que aquilo não era o melhor para nós”. Assim como Leopoldo, fazemos parte das empresas Certificadas como B Corp.  Quando ouvir a marcha da batida de cascos no chão, não pense em unicórnios, pense em camelos!

artigo originalmente publicado na Folha de São Paulo

* por Ricardo Lauricella, gestor executivo e consultor em empreendimentos sociais há mais de 15 anos, hoje à frente da diretoria de desenvolvimento institucional da Fleximedical e Iseli Yoshimoto Reis, fundadora e CEO da Fleximedical, reconhecida pela edição especial do Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19.



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